terça-feira, 20 de novembro de 2012


POSSÍVEIS FATORES  DE RESOLUÇÃO PARA O ENSINO COMPARTILHADO ENTRE PAIS E MESTRES
 



    A partir das entrevistas feitas, com pais/professores e pais também, chegamos à conclusão que o ensino compartilhado ajuda em grande parte na alfabetização das crianças. Por que isso? A paciência é um fator fundamental neste processo, a necessidade do tato com o aprendiz não  dá-se  apenas  participando de reuniões ou eventos que a escola solicita, isto não  é concretamente participar do processo de  alfabetização das crianças. Seria  interessante que os pais participem  conhecendo o projeto pedagógico da escola e os objetivos a serem alcançados, mas com um pai ou mãe e não como um alfabetizador que toma o lugar do professor, não podem interferir no processo de alfabetização que o professor propõe, mas auxiliá-lo neste processo tornar-se-ia a forma mais correta de o fazer, é o famoso “trabalho em conjunto.
Cabe ao professor, também, conhecer a realidade de cada aluno, saber em que “mundo” ele vive, ter noção de suas dificuldades, o quanto e de que forma os pais poderão auxiliá-lo em sua alfabetização. Paniagua (2007), descreve :

“ Levar em conta a diversidade de estruturas e composições familiares é
fundamental no trabalho educativo, tanto no tratamento equânime e sem
preconceitos às diferentes famílias quanto no trabalho com as crianças, em
particular no que diz respeito a conteúdos relacionados à casa, à família e
à vida familiar”
.
Diante a essas circunstâncias, o que nós  gostaríamos de sugerir aos papais e mamães , leitores deste blog  que  estejam ao lado de seus filhos neste momento tão importante de suas  vidas ,é ali em casa onde tudo começa a ser criado. Á partir das entrevistas, constatamos que é de suma importância que os pais tenham uma participação mais ativa da vida escolar de seus filhos, auxiliando-os na realização das tarefas e principalmente os incentivando a realizar estudos em conjunto;  os alunos mostram um rendimento muito melhor em sala de aula, portanto, dediquem um momento de seu dia para acompanhá-lo nas atividades, leia uma história para ele(a) antes de dormir, muitas vezes a criança memoriza, a partir de uma figura que  esteja contida em alguma  página, e  o que está sendo falado ali fica mais facilmente gravado em suas memórias. É sabido que
alunos que tem o auxilio dos pais, mostram mais interesse em aprender e acompanhar o que se passa dentro de sala de aula.

Vygotsky (1984)  completa:

“ A educação (recebida na família, na escola , e na sociedade de um modo geral) cumpre um papel primordial na construção dos sujeitos. A atitude dos pais e suas práticas de criação e educação são aspectos que interferem no desenvolvimento individual e, consequentemente, influenciam o comportamento na escola”.

Gostaríamos então, para finalizar, de compartilhar com nossos leitores os 10 mandamentos para os pais , na hora da realização das tarefas escolares:


1. Nunca faça a lição pelo filho seu ou permita que outros o façam (avós, empregada, irmão mais velho, amigo). Tenha clareza de que a lição é do seu filho e não sua, portanto, ele tem um compromisso e não você. Deixe-o a fazer a sua tarefa e vá fazer algo seu. Ele precisa sentir que o momento da tarefa é dele.
 2. Organize um espaço e um horário apropriado para ele fazer as tarefas longe do som, da televisão, do telefone e da circulação da casa.
 3. Troque ideias ou promova perguntas para ajudar no raciocínio, mas só se lhe for pedido. Não dê respostas, faça perguntas, provoque o raciocínio.
 4. Não corrija e não aponte erros. Corrigir é tarefa do professor. Como é que o professor vai saber as dificuldades do seu filho se você se adiantar a ele e corrigir a tarefa? Importante: não vale apagar o erro de seu filho! Se alguém tiver que apagar algo, que seja ele.
 5. Diga “tente novamente”, diante da queixa. Refaça. Recomece. Caso o seu filho perceba que errou, incentive-o a procurar o certo ou uma nova resposta. Demonstre com exemplos que você costuma fazer isso.
 6. Torne o erro construtivo. Errar faz parte do processo de aprender (e de viver!). Converse, mostrando a importância de reconhecermos os nossos erros e aprendermos com eles. Conte histórias que estejam relacionadas.
 7. Lembre-se de que fazem parte das tarefas escolares duas etapas, as lições e o estudo para rever os conteúdos. As responsabilidades escolares não acabam quando o aluno termina as lições de casa. Aprofundar e fixar os conteúdos é fundamental.
 8. Não misture as coisas. Lição e estudar são tarefas relacionadas com a escola. Lavar a louça, arrumar o quarto, guardar os brinquedos são tarefas domésticas. Os dois são trabalhos, no entanto, de natureza diferente. Não ligue um trabalho ao outro e não avalie só as obrigações domésticas.
 9. Não julgue a natureza, a dificuldade ou a importância dos trabalhos de casa. A lição de casa faz parte de um processo que começou na sala de aula e deve terminar lá. Se não entendeu, ou não concordou, procure a escola e informe-se. O seu julgamento pode desmotivar o seu filho e até mesmo desautorizar a professora e, consequentemente, a tarefa de casa e os seus objetivos.
 10. Demonstre que você confia no seu trabalho e respeita as suas iniciativas, os seus limites e que reconhece as suas possibilidades. Crie um clima de amizade na família, mas não deixe de impor limites e ser rigoroso com os desleixos e irresponsabilidades.



Um bom trabalho junto a seus filhos , garantirá um futuro brilhante e pessoas mais independentes.



Michelle E Dianifer


domingo, 18 de novembro de 2012

Início do processo de leitura e escrita infantil


Em reportagem publicada no mês de Outubro de 2011 na Revista eletrônica Profissão Mestre, a colunista Kelen Trevisan  retratou o quanto crianças em idade escolar (6 e 7 anos de idade) ficam ansiosos por aprender e o quanto isso os torna pressionados no processo de aprendizagem. 


Ansiosos por aprender

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Já dizia a consagrada escritora Clarice Lispector (1920-1977): “A palavra é o meu domínio sobre o mundo”. Quando a criança inicia o processo de leitura e escrita, passa a ampliar sua visão da realidade. Entretanto, algumas vezes, o aluno pode mostrar-se demasiadamente ansioso para ler e escrever, principalmente por pressão dos pais. Atento a esses sinais, os professores podem mudar essa situação e ajudar a desenvolver no educando o gosto pela leitura.
De acordo com Silvia de Mattos Gasparian Colello, pedagoga com mestrado e doutorado na Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (FEUSP) e docente dessa mesma instituição desde 1982, muitas crianças se sentem pressionadas em torno dos 6 ou 7 anos de idade. “Nesses casos, temos dois lados: o positivo, que é quando essa ansiedade se aproxima da motivação, ou seja, a criança quer ter autonomia para ler os próprios livros, e o lado negativo, em que a ansiedade se aproxima da pressão, isto é, a criança tende a se sentir acuada e isso pode funcionar como um bloqueio”, explica Silvia, que é autora dos livros Alfabetização em questão A escola que (não) ensina a escrever (ambos pela Paz e Terra) e Alfabetização e letramento: pontos e contrapontos(Summus), além de organizadora da obra Textos em contextos – Reflexões sobre o ensino da escrita (Summus).
Pais e professores podem ficar atentos para os primeiros sinais de que a criança está muito ansiosa para aprender a ler e escrever. “Ela pergunta sobre o assunto, demonstra interesse. Por essas perguntas é possível saber se a ansiedade está ligada à motivação”, explica Silvia, que também atua na área de Linguagem e Psicologia da Educação e é coordenadora da área de Psicologia e Educação do programa de pós-graduação da FEUSP e do Grupo de Estudos e Pesquisas sobre Alfabetização e Letramento (GEAL), onde desenvolve pesquisas na área de Ensino da Língua Escrita.
Para Cristiane Fontanella David Oliveira, professora alfabetizadora do 1º ano do ensino fundamental do Colégio Pentágono – Unidade Perdizes, de São Paulo (SP), é preciso entender, primeiramente, o significado da palavra ansiedade. “Se pensarmos em ansiedade como sinônimo de angústia, aflição, por exemplo, não acredito que ela ocorra, aqui no colégio, durante o processo de aprendizagem da base alfabética.”
Entretanto, a docente ressalta que quando as crianças estão no primeiro ano do ensino fundamental, elas começam a perceber que há outras formas de pensar a leitura e a escrita, havendo um processo de desestabilização de um saber construído para que possam avançar numa hipótese mais elaborada. “O que percebo não considero uma ansiedade, mas uma busca por informações dentro do contexto, ou seja, como usuários da Língua para que possam refletir sobre a mesma”, relata.
A educadora também acredita que esta ansiedade pode ser comparada a uma busca, uma curiosidade, com expectativas que surgem num momento em que esses alunos passam por um período de checagem entre o que sabem e o que ainda precisam saber a respeito do objeto de conhecimento. Nessas situações, as crianças tentam compreender o mundo que as rodeiam pela ação, mesmo quando não dominam, como é o caso do desenvolvimento da linguagem escrita para crianças menores de 7 anos. “Na escola, tal compreensão se dá por meio de estratégias de aprendizagem que consideram o direito ao conhecimento e, ao mesmo tempo, a capacidade, o interesse e o desejo presente no universo infantil.”
Independentemente do grau de ansiedade de cada educando para aprender a ler e escrever, os professores podem adotar algumas medidas para tornar esse momento mais prazeroso, como valorizar o que a criança já sabe e incentivar novas experiências, evitar comparações entre alunos, estimular a cooperação entre as crianças, oferecer oportunidades de reflexão e apresentar atividades lúdicas. “Explorar as situações lúdicas propicia que a criança se solte mais e se arrisque”, aconselha Silvia.
No Colégio Pentágono, diversas atividades e iniciativas fazem parte da realidade dos alunos que estão em processo de alfabetização. Alguns exemplos: leituras compartilhadas, criação do cantinho do leitor (com gêneros diversos), uso da escrita em situações sociais, produções de escritas coletivas, jogos com letras móveis, identificação de palavras e reescritas de textos que as crianças sabem de memória, além de brincadeiras que permitam a criação e reflexão sem a mediação do professor. “São propostas que têm como premissa o respeito aos níveis conceituais das crianças em relação à língua escrita, favorecendo que o conflito seja gerado pela atividade ou pelo jogo, sendo um desafio a ser resolvido pelo aluno”, analisa a professora Cristiane.

Pressão de casa
Existe uma expectativa dos pais para que os filhos correspondam ao que eles acreditam ser possível aprender em algumas fases da vida da criança, como andar, falar, ler, escrever, falar inglês. Segundo Cristiane, as comparações entre o que seus filhos já fazem ou ainda não fazem com as demais crianças são inevitáveis e acontecem, muitas vezes, sem que haja a percepção de que o desenvolvimento é individual. “Para os pais, intrinsecamente, o sucesso dos filhos está ligado ao conhecimento e daí a necessidade de estimulá-los em excesso, desconsiderando talvez o próprio desejo das crianças. Na verdade, penso que essa postura é fruto também de uma sociedade competitiva, com valores e ações diversas que levam a essa influência e marcam alguns comportamentos”, completa.
A professora Laísa Lacher Crês, do 2º ano do ensino fundamental do Colégio São Luís – Jesuítas, de São Paulo (SP), já presenciou esse tipo de situação. “Muitos [pais] não veem a hora de a criança começar a ler e a escrever, como se isso tivesse data e horário para acontecer. Direta ou indiretamente, a criança sente a cobrança e pode acabar também desenvolvendo uma ansiedade que atrapalha o processo de aprendizagem. Crianças gostam de agradar os pais e se veem na obrigação de ler a qualquer custo. Muitas vezes, sofrem diante de qual­quer dúvida ou de qualquer erro”, alerta.
Então, o que fazer quando a pressão vem dos pais da criança? Quais atitudes a escola deve tomar nesses casos? Recomenda-se que a escola oriente os pais sobre a melhor maneira de acompanhar o processo de alfabetização de seus filhos, de reconhecer seus avanços, verificar suas tarefas e incentivar a leitura e a escrita por meio de livros e brinquedos educativos (adequados para a faixa etária). “Em geral, dá tudo certo. A maioria das crianças não tem problemas de desenvolvimento, apenas ritmos de amadurecimento diferentes. Afinal, não é preciso ter tanta ansiedade num processo que deve ser prazeroso”, observa Viviane Verdasca, coordenadora do ensino fundamental I do Colégio São Luís – Jesuítas. A pedagoga Silvia é mais categórica: “O papel dos pais é estimular e promover experiências, brincar juntos. O resto é de responsabilidade da escola, que também tem a função de orientar e acalmar os pais.”

Respeito à individualidade
Outro aspecto relevante, conforme explica Silvia, é que o processo de alfabetização é ou deveria ser uma continuidade das experiências iniciais da criança com a língua escrita. Dessa forma, contar uma história para uma criança de 2 anos já é, de certa forma, parte do processo da alfabetização, porque ela está aprendendo a gostar das atividades que envolvem a língua escrita. Viviane completa informando que, pela individualidade e pelas experiências anteriores, cada criança reage de uma maneira durante o processo de desenvolvimento da leitura e da escrita. “Esse é um momento importante na vida escolar da criança e da família e, como tal, deve ser encarado.”
Portanto, Silvia alerta que é preciso ter cuidado ao estipular uma idade para iniciar o processo de alfabetização sistemático nas escolas. “Eu posso ter crianças de 5 ou 6 anos que estão super preparadas, que vieram de um longo processo desde os 2 anos, que são aquelas que tiveram muitas experiências com os pais e quando chegam nessa idade estão prontas para aprender.” Mas essa realidade não se compara com a de uma criança que vem de um ambiente menos letrado e que não teve esse tipo de oportunidade. “Desta maneira, o perigo de você estabelecer uma idade para iniciar o processo mais sistemático de ensino da escrita é justamente a possibilidade de desconsiderar a realidade dessa criança, que não sabe ao menos para que serve a escrita, em que situação usar, pois ela tem poucas experiências”, avalia.
Mas seja qual for a experiência anterior do aluno, estes precisam perceber a leitura como um ato prazeroso e necessário. Segundo Cristiane, atitudes como gostar de ler e se interessar pela leitura e pelos livros podem ser construídas no espaço familiar e em outras esferas de convivência em que a escrita circula – sobretudo, na escola. “Portanto, não se restringem às capacidades relativas a uma determinada idade. As crianças podem e devem ter acesso aos materiais impressos dos mais variados tipos, seja pelos olhos de um leitor competente ou por si, tentando ‘ler’ ou adivinhar o que está escrito”, avalia. A professora completa: “É nesse sentido que trabalhar numa perspectiva de letramento ganha ainda mais relevância, pois permite às crianças um contato com o mundo da escrita, não apenas como um código a ser decifrado, mas como um universo de possibilidades para interagir socialmente.”
O estímulo ao prazer pela leitura pode começar cedo, como sugere Silvia: “Dê um livrinho para uma criança e peça a ela para contar a história para você. Se ela responder ‘eu não sei ler’, diga ‘leia do seu jeito’. A criança vai se apoiar nas imagens de um livro que ela já conhece ou de partes que ela lembra e vai fazer esse esforço como se ela estivesse lendo. Esse é um processo de alfabetização que pode ser feito com uma criança de 3 anos.”

Fim da reprovação
O Conselho Nacional de Educação (CNE) aprovou, no fim do ano passado, uma recomendação que não tem caráter de lei e sugere o fim da reprovação nos três primeiros anos do ensino fundamental, criando o Ciclo de Alfabetização e Letramento. O assunto ainda gera polêmica e divide opiniões. No Colégio São Luís – Jesuítas, o foco do trabalho pedagógico está centrado no avanço progressivo do aluno e qualquer dificuldade diagnosticada recebe intervenção imediata, possibilitando a evolução do aluno no processo de aquisição da leitura e escrita. “A respeito da recomendação do Conselho Nacional de Educação, acreditamos na importância de não segmentar o processo de alfabetização e acompanhar cada uma das crianças de forma personalizada”, avalia Viviane.
Cristiane, ao contrário, não é favorável a esta recomendação. Ela acredita que as questões do processo de aprendizagem não estão nos alunos e no fim da reprovação, mas em outras dimensões que aí, sim, merecem ser revistas e cuidadas, como a formação do educador e o projeto pedagógico da escola. “Quando existe uma parceria nesse sentido, não tem como o aluno não aprender. A escola tem que trazer os instrumentos para que os objetivos sejam alcançados por todos.”
A pedagoga Silvia apoia a medida. “O sentido do ciclo é dar mais tempo para atender a heterogeneidade das crianças, respeitando os seus saberes e despertando motivações. A história da aprendizagem da língua escrita tem um impacto decisivo sobre o modo como a criança vai escrever e se relacionar com o gosto de ler e de escrever”, afirma.




O QUE  PAIS E  PROFESSORES PENSAM DA ALFABETIZAÇÃO COMPARTILHADA







Ao entrevistar pais e pais/professores, a maioria acredita que o ensino em conjunto melhora desde que haja um compromisso mútuo, embora, muitos pais não tenham tempo para se dedicar à vida escolar dos filhos. Há também quem diga que piora, exatamente pelo fato de os pais não terem tempo e muito menos paciência para conversar com os professores de seus filhos.
Um fato que foi aceito por pais e professores, é sobre os pais auxiliarem os filhos nos temas de casa e isso mostra que os  filhos que recebem auxílio dos pais tornam-se os alunos mais interessados além de incentivá-los a estudar.
Todos os pais entrevistados disseram que ajudam seus filhos nos temas de casa e que nunca fizeram as atividades por eles e, embora apresentassem entusiasmo diante a dificuldade dos filhos, procuram explicar mais de uma vez para que as crianças entendam.
Duas perguntas da entrevista foram direcionadas diretamente para os professores, relacionando o ensino em conjunto com pais e mestres e sobre o que eles acham dos pais auxiliarem os filhos nas atividades que eles propõem. Ambos foram aceitos por todos, alguns professores procuram conhecer a realidade dos alunos e percebem que, os que têm auxilio em casa, o rendimento na escola é melhor e há quem explane que este auxilio deve ser dentro dos limites. Deixar os pais se envolverem ao ponto de escolherem o que será dado em sala de aula, não é positivo, o fato de os pais auxiliarem foi também aceito, por eles observarem que os alunos que tem auxilio nos temas o realizam com capricho, respondem mais e se concentram nas atividades  fazendo com que criem vínculos emocionais construtivos. Aqueles que fazem as atividades sozinhos, muitas vezes em frente á televisão ou computador, na hora da correção em sala de aula, participam pouco  além de a  grande maioria  nem ao menos lembrar o que respondeu.
A responsabilidade pelo ensino das crianças não é única e exclusivamente tarefa do professor, mas, também, dos pais que desde os primeiros anos da criança deve as estimular para que pratiquem leitura  por exemplo. É claro que nem só de leitura vive um estudante, o estimulo apresentando pequenos cálculos matemáticos , apresentando  fatores de conhecimentos gerais, estes estímulos levam os pequenos entusiastas a terem uma noção muito melhor do que aprenderão na escola.

Michelle e Dianifer

O que pais e mestres pensam sobre o auxílio dos pais na realização de atividades escolares













     Realizamos uma breve pesquisa  entre os dias 12 e 16 de Novembro do ano presente, na qual propusemos que os entrevistados respondessem  as seis perguntas listadas abaixo:

1.  O ensino em conjunto pais e mestres melhora ou piora?
2.  Você acha que o auxilio dos pais nas atividades dos alunos melhora ou piora? 
3. Você já auxiliou seu filho em alguma atividade da escola?
4. Em alguma ocasião que seu filho não conseguia fazer a atividade, você já fez a atividade por ele?
5. Pergunta ao professor: o ensino, em conjunto, entre pais e mestres melhora ou piora?
6.O que você acha dos pais auxiliarem seus filhos nas atividades que o professor propõe em sala de aula?

     Ressaltamos que 20% dos entrevistados são mestres, 25% pais/mestres e 55% são pais de alunos de ensino fundamental.
     Por volta de 80% dos entrevistados , acham que o ensino tem uma grande melhora quando os pais ensinam em conjunto aos pais , mas ressaltam que não é pertinente apenas ao professores o ensino dos alunos. Para a segunda questão 100% dos entrevistados concordam que o auxílio dos pais ajuda a ponto de muitas vezes estimular ainda mais o estudo dos filhos  e por este motivo também se propõem a auxiliar os filhos nas atividades escolares.  Também é de 100%  o número de entrevistados que afirmaram jamais ter realizado uma atividade escolar no lugar dos filhos. Os professores posicionaram-se alertando que o ensino em conjunto melhora bastante o desempenho escolar , afirmando inclusive que as crianças ficam mais atentas nas aulas e respondem prontamente as atividades impostas pelos professores. Mestres concordam também que o auxílio dos pais é super importante para o desempenho dos alunos , visto que este fato ajuda na concentração , organização e no empenho das atividades realizadas.

           Sabemos que é de extrema importância que pais e mestres ajam em conjunto no auxílio das atividades escolares, mas o que também sabemos é que não nos passa despercebido que alguns pais "resolvem" os trabalhos escolares no lugar de seus filhos. Este não-estimulo da realização das atividades por parte dos pais gera um certo tipo de descrédito inclusive aos conteúdos que nós professores nos propomos a aplicar em sala de aula. O trabalho do professor é de além de ensinar conteúdos que garantirão uma boa compreensão de matérias de importância relevante aos discentes , passar uma firmeza  enquanto professor para que isso também  não somente encoraje mas estimule a cada vez mais as crianças a realizarem as atividades escolares, visando um futuro recompensador. 







Michelle e Dianifer




quinta-feira, 15 de novembro de 2012


RELAÇÃO FAMÍLIA E ESCOLA


A relação estabelecida pelos pais com a escola e com os educadores é muito importante para o desenvolvimento do educando e para a realização de um trabalho educativo de qualidade. Isto ocorre de diversas formas, podendo ser positiva  ou negativa para o desenvolvimento infantil na escola.
De acordo com Paniagua (2007), “ Inúmeros educadores e professores, muito competentes com as crianças, sentem as relações com os pais como um aspecto conflituoso. Há, inclusive, os que consideram que essa faceta é algo secundário e que seu trabalho consiste em educar crianças, não em trabalhar com adultos”.
Considerar a relação com os pais da criança algo prejudicial, pode-se dizer que é um equívoco por parte dos professores ou da escola, pois a educação das crianças é de responsabilidade de ambos. É fundamental que o professor conheça a história da criança, o diálogo com os pais é uma possibilidade de melhor concretizar e educação necessária ao pleno desenvolvimento infantil.
A participação dos pais no cotidiano escolar torna o ambiente valorizado por todos. É importante que os pais tenham conhecimento da proposta pedagógica da escola, das metodologias utilizadas pelos professores e que acontece com seu filho na escola.
Portanto, a relação dos pais e professores é importante para melhorar a conduta de ambos, fortalecendo expectativas semelhantes e produtivas em relação ao aprendizado da criança.
Vejam só que interessante....

Estudo revela que a maioria dos adultos não incentiva as crianças a ler

O estudo aponta que as mulheres, entre 26 e 59 anos, das classes A e B, com ensino superior, são as que mais incentivam o hábito da leitura.
[ i ]Crianças recebem pouco incentivo à leitura
Manaus - Uma pesquisa divulgada nesta terça-feira pela Fundação Itaú Social junto com o Instituto Data Folha mostra que os adultos poucos incentivam as crianças ao mundo da leitura.
 O levantamento mostra que, apesar de 96% dos adultos considerarem importante incentivar crianças de até 5 anos a ler (destes, 76% destaca que é muito importante), apenas 37% admitiu ter o hábito de contar as histórias e ler livros para as crianças. Cerca de 40% dos entrevistados lembra que teve alguém que costumava ler para eles na infância.
“É por meio da literatura que as crianças têm o primeiro contato com a leitura e com o universo das palavras e da imaginação. Esse contato estimula o cérebro e acelera o aprendizado escolar”, afirma o neurologista Estudo revela que a maioria dos adultos não incentiva as crianças a lerdo Hapvida Saúde, Pedro Costa Neto, reforçando a importância do incentivo à leitura.
O estudo aponta ainda que as mulheres, entre 26 e 59 anos, das classes A e B, com ensino superior, são as que mais incentivam o hábito da leitura. E esse incentivo vem, muitas vezes, desde o inicio da gestação. De acordo com o neurologista do Sistema Hapvida, o cérebro do bebê começa a receber estímulos desde o útero da mãe, e isso pode ser feito por meio da leitura de livros infantis. “Desenvolver a leitura ajuda a criança a aprender a ler e assimilar as emoções que são passadas pelos contos desde cedo”, ressalta.
A leitura estimula o desenvolvimento intelectual e cultural, além de ajudar na formação educacional, para reforçar valores e para reduzir o tempo livre com curiosidades e estimulo do raciocínio. O neurologista recomenda que os adultos leiam e incentivem a leitura desses contos de maneira lúdica e divertida. “A primeira fase da criança na leitura é a associação, desta forma os pais têm que ler os livros como se fosse uma brincadeira. A literatura é ideal nesse sentido. O desenvolvimento da leitura dessa criança vai depender muito da iniciação dela nesse mundo”, alerta.
Média de leitura no Norte
Na região Norte, de acordo com a pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, realizada pelo Instituto Pró-Livro em março deste ano, a média de livros lidos nos últimos três meses pesquisados foi de 1,51 livro, sendo apenas 0,08% desses de literatura que foram indicados pela escola e 0,17% que foram lidos por iniciativa própria.











Letramento X Alfabetização

Quando falamos sobre estes assuntos acabamos levando em conta que, apesar de serem processos distintos, os dois “caminham” juntos mesmo não sendo processos sequenciais, ou seja, um não prepara para o outro .
De acordo com Soares (2003), a alfabetização é o processo de aquisição do código escrito e letramento é a capacidade que o educando desenvolve de ler e compreender o que lê, fazendo uso de sua função social. Ambos devem estar interligados entre si.
As crianças podem ser consideradas letradas antes mesmo de aprenderem a ler e escrever, considerando o significado do letramento voltado à oralidade, a partir do momento que a criança começa a se expressar e ter contato com a leitura e a escrita de forma significativa já está sendo inserida no mundo letrado.
Cagliari (1998, p. 108) descreve o processo de alfabetização: 

"O caminho que a criança percorre na alfabetização é muito semelhante ao processo de transformação pelo qual  escrita passou desde sua invenção. Assim como os povos antigos, as crianças usam o desenho como forma de representação gráfica e são capazes de contar uma história longa como significação de alguns traços por elas desenhados [...]. Elas também podem utilizar “marquinhas”, individuais ou estabelecidas por um consenso de grupo, pra representar aquilo que ainda não sabem escrever com letras."

Para atingir o objetivo do letramento, é necessário buscar materiais diversificados que também sejam do interesse dos alunos. Fazer uso de textos que estão presentes em seu dia-a-dia, como receitas de cozinha, listas de compras, textos de propagandas, narrativas de histórias e poemas.
Entende-se que a criança se alfabetiza á medida em que é  convidada a escrever e a ler, possibilitando-lhe o contato com a escrita por meio de textos, livros, brincadeiras e outros instrumentos que lhes são significativos. Por este motivo é de suma importância que os pais incentivem seus filhos a ter contato com todos os tipos de elementos que levem as crianças a ter contato com a leitura principalmente por conta do lúdico. É comprovado que crianças que ouvem a leitura dos pais antes de dormir , apresentam um melhor rendimento na escola.
Então papais e mamães, vamos ajudar as crianças?



Michelle e Dianifer